sexta-feira, 9 de julho de 2010

Deixar fluir


«...a capoeira é vagabunda, é vadia! Ela é como um riacho, uma água que
corre e vai tomando a forma que for preciso, dependendo do caminho. Não
vai ter pai, cheio de anel, cheio de diploma, não. Eles não sabem nem a
linguagem da capoeira; se eu pedir: ”faça aí uma munganga de capoeira”,
ele não vai nem saber o que é; e...ntão, ele diz assim, com voz empolada:
“a armada é um giro axial, massa x aceleração, não sei o quê...” (risada
geral), eu digo: pô, meu, é assim que o cara vai ensinar a armada??? Ó,
eu estive agora, outro dia, num batizado aqui do Colônia, aqui, no
Marsilac, eu vi a capoeira ali, espontânea, os caras dando coice pra lá,
pulando pra cá, e eu disse: “ó, isso é capoeira!” Aí, o cara do meu
lado disse: “Mas não tá desarrumada, não, mestre?” E eu disse: “Não, nós
é que estamos arrumadinhos demais” (risada geral).»
Mestre Suassuna

Capoeira é deixar-se levar...é reinventar-se, é jogar pelo gosto pessoal.

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